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Mariana Cáceres, ilustração

escrito por raquel, em 16.04.14

O separador Raquel in EF: The Best foi atualizado com a inclusão de uma entrevista à ilustradora portuguesa Mariana Cáceres. A Mariana estuda desenho na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e é quem cria os flyers e cartazes da Feira das Almas. Espero que apreciem a leitura, que se apaixonem ainda mais pela ilustração nacional e que sigam o trabalho da artista.

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Breakfast at Tiffany's

escrito por raquel, em 15.04.14

Tenho imensas publicações para fazer aqui, imensas novidades, mas hoje só vim confessar-vos que decidi criar um blogue no wordpress dedicado a viagens e escrito quer em português quer em inglês. Chama-se Breakfast at Tiffany's e se estiverem curiosos para saber porquê, só têm de o ir espreitar. Está com um design muito minimalista que pessoalmente gosto, mas se sentir necessidade de o mudar não hesitarei. De resto, gostava nmesmo de vos ter a seguir-me por lá. Prometo que vão adorar.

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Pus a 2ª e andei a pseudo-fazer 8's

escrito por raquel, em 13.04.14

Quero que fique registado que as minhas aulas de condução noturnas e ilegais, mas sérias e seguras, andam a dar frutos. Ontem à noite convenci o meu amigo Gui, que de resto é muito fácil de persuadir, a deixar-me conduzir o seu carro. Portanto, lá fomos, não para um descampado, mas para um espaço grande e com chão cinzento liso, lindo e suave. Depois de gritos, de perceber que não posso estar com os pés ao mesmo tempo na embraiagem e no acelerador, que o acelerador do carro dele é extremamente sensível, de deixar cair o carro duas ou três vezes e de ser alvo de chacota e, sobretudo, de um amigo do Gui que nem carta tem passar a ser o instrutor, começou tudo a correr às mil maravilhas! Primeiro, porque já não tinha muitos mais erros para cometer e depois porque o meu novo instrutor é esperto o suficiente para saber que não se irrita uma mulher que está ao volante. Portanto, com um homem a dar-me instruções gentilmente e a tratar-me de igual para igual, sem me fazer sentir completa e irrevogavelmente estúpida comecei a perceber como um carro funciona e lá fiz uns oitos e conduzi toda feliz, sem deixar o carro engasgar, entre os 10 e os 20 e às vezes até aos 30. Quando começar a tirar a carta já estou expert no assunto, vão ver!

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A morte e os impostos são as únicas certezas desta vida, como se costuma dizer. Nos impostos felizmente ainda não tenho de pensar, embora não me deixem de afetar mais ou menos indiretamente. Na morte não costumo pensar por aí e além, mas não deixa de estar mais presente, uma vez que todos sabemos que a vida é efémera, que tudo acaba por desaparecer, mais tarde ou mais cedo.

Já tive que lidar com algumas mortes na família, a do meu avô materno, por exemplo, que teve mais impacto, porque tanto eu, como o meu irmão e primos éramos muito jovens e assistimos a todo o processo, incluíndo à morte em si, uma vez que o fomos visitar ao hospital no dia do seu último sopro. Nunca é fácil lidar com a morte dos nossos. Não me lembro de chorar nem de ficar especialmente perturbada, mas apenas porque o contacto com o meu avô nunca foi muito grande. A minha tia mais velha deve ter sido a que mais expressou a sua dor. Lembro-me dela chorar baba e ranho no funeral e, se as memórias não me estiverem a ludibriar, de se agarrar ao caixão. A minha mãe não chorou, mas sei que gostava do pai, sempre o teve como modelo de um homem que impõe respeito, embora não fosse a melhor pessoa do mundo. Lembro-me que da vez em que mais fiquei perturbada foi quando o meu avô paterno caiu num passeio e partiu a cabeça. Pensei que ele ia morrer, havia muito sangue, e teve de ser o meu irmão quatro anos mais novo a gritar-me que fosse pedir ajuda. Éramos muito pequenos na altura, mas não sei quão ao todo. Também entrei em pânico quando o meu irmão foi atropelado aos quatro anos, depois de eu me ter recusado a dar-lhe o meu elástico cor-de-rosa e ele ter corrido estrada fora. Felizmente a única sequela com que ficou, e que é mais ou menos visível, foi uma cicatriz no lábio (um excesso de pele). Quando penso nestas duas situações, apercebo-me que aquilo que mais me perturbou não foi a morte, mas a sua possibilidade, iminência, o seu caráter inesperado, o choque de perder alguém tão importante numa questão de minutos (ou mesmo segundos).

Hoje li este testemunho, e fiquei ainda mais consciente da nossa fragilidade, dos perigos a que estamos expostos, como nada é certo e como tudo se pode alterar tão facilmente. É assustador, isso, e saber que as nossas decisões (e/ou as de outras pessoas) podem salvar-nos ou condenar-nos, sem sequer termos noção disso. É por isso que devemos aproveitar bem o tempo em que cá estamos, como se todos os dias fossem o último e não tivessemos mais tempo para fazer aquilo que desejamos. Claro que não falo de desatar a fazer loucuras, falo de um carpe diem menos extremo, se não de nada nos vale, não é suposto aumentar demasiado os riscos, há que haver margem de manobra. Mas não deixar para amanhã aquilo que podemos fazer já. Porque é tão fácil perdermos oportunidades, e há oportunidades que só nos aparecem uma vez. Acho que é por isto que tenho tanta dificuldade em dizer não, porque não sei quando poderei voltar a dizer que sim. Acho que sim, que é por saber isto que me meto em tantas atividades. Às vezes sinto-me sobrecarregada, mas nada paga a satisfação que me dá fazer aquilo que gosto, lutar por aquilo em que acredito, estar com quem me alegra. A vida é tão frágil. Há que viver da melhor forma possível, aproveitar o máximo daquilo que temos. Tem de ser.

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Yes, I'm a bookworm

escrito por raquel, em 08.04.14

 

Na residência universitária, a minha biblioteca pessoal resume-se a um canto na única estante que o quarto tem (a outra pertence à minha colega de quarto). Se trouxesse para Lisboa todos os meus livros ficava atolhada, por isso só cá tenho dois livros de poesia (Sonetos de Florbela Espanca e Primeiros Poemas | As Mãos e os Frutos | Os Amantes Sem Dinheiro de Eugénio de Andrade), a Estrada para o Inferno de Konsalik, Life, Death and Vanilla Slices de Jenny Eclair, Anna and the French Kiss de Perkins e Looking for Alaska de John Green (para treinar o inglês, se bem que já li o último duas vezes), A Vida no Céu de José Eduardo Agualusa (que vi na Fnac e decidi trazer para casa, não me tendo arrependido de todo!), O Feitiço de Xangai de Juan Marsé (que me foi oferecido no aniversário dos meus 18 anos e passado um ano ainda não o li), Não te Deixarei Morrer, David Crockett de Miguel Sousa Tavares (comprei por 3€ para desanuviar dos artigos do 1º semestre), A Ignorância de Milan Kundera e Casamento em Dezembro de Anita Shreve (que ganhei num concurso no 12º ano e também ainda não li) e ainda os três livros (Chérie de Colette, Observações de Jane Harris e Atração Perigosa de Douglas Kennedy) que encomendei por 3€ e qualquer coisa naquela aventura dos livros grátis da Editora Presença. Tenho mais dois livros que não estão na estante, o Ilha Teresa de Richard Zimler e outro que emprestei a uma amiga e cujo nome não me lembro mas tem a ver com estudar o mínimo e obter boas notas na mesma. Quando voltar para o sul, no sábado, fotografo as minhas estantes lá (que também têm livros dos meus pais) e depois mostro-vos. Mas sim, sou uma bookworm e tenho pena de já não conseguir ler tanto como nos tempos áureos do secundário.

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Fui fotografar os You Can't Win, Charlie Brown

escrito por raquel, em 03.04.14

O meu amigo Franco, um açoriano porreiro que também colabora com o Espalha-Factos, combinou uma entrevista com os You Can't Win, Charlie Brown para hoje, num café dentro do Jardim da Estrela, à frente da basílica. O EF tem uma equipa de fotógrafos, senão profissionais, mais profissionais que eu, mas, como para o pessoal de CC da FCSH - UNL não há cá "amigos, amigos, negócios à parte" e eu também já fui fotografar as gravações da longa-metragem portuguesa Capitão Falcão com o Rui, outro amigo nosso e locutor do talk-show Um Lance no Escuro, o Franco convidou-me para ir como fotógrafa. Confesso que fiquei cheia de medo, como quem diz. "Ó Franco, eu não percebo nada de fotografia? Que raio de fotógrafa eles vão pensar que arranjaste?", perguntei, depois de ter acabado de almoçar. O Franco olha para mim e diz "Ó moça, que raio de gajo eles arranjaram para os entrevistar? E são famosos, rapariga!".

Tivemos que deixar de comparecer à aula teórica de Métodos Quantitativos para executar o trabalho, uma vez que o encontro estava combinado para as 14h, mas saímos da faculdade era 12h e pouco, para nos certificarmos que encontrávamos o sítio certo sem grandes complicações e/ou atrasos. Pelo caminho fomos falando e questionei o Franco sobre se iriam comparecer todos ou só alguns. "Nunca aparecem todos, né? Devem vir uns três, sê lá". Perguntei-lhe se os ia reconhecer, porque nunca os vimos ao vivo e são todos muito parecidos. "Se aparecer o Noiserv eu reconheço, mas vamos esperar por uns gajos com barba".

Quando chegámos ao Jardim da Estrela, lá atravessámos o verde até ao café à frente da basílica e sentámo-nos debaixo de uma sombrinha, porque o tempo hoje esteve meio esquisito ora com um sol e uma luz linda ora chovendo. Pedi um café e o Franco um sumo de laranja e lá ficámos à conversa, a deixar as horas passar, ele teve a olhar para as perguntas, a reformular, eu tirei-lhe umas fotografias e experimentámos os gravadores (temos os dois uma versão diferente de uma Olympus, oferecida pelos nossos pais no último Natal). Depois de 10 minutos da hora, o Franco levantou-se para ficar mais atento e do nada, numa cena muito random, veio um homem com barba na nossa direção e perguntou-nos se era para a entrevista. O Franco lá perguntou se vinha mais alguém, mas o Salvador Menezes disse que viu a mensagem da promotora e que mais ninguém respondeu, por isso depois de ele ter ido buscar um café começámos a entrevistar/fotografar. Gostei muito, tanto de os ouvir, como de fotografar o Salvador (que tem uns olhos verdes muito bonitos), sobretudo porque, apesar da chuva intermitente, a luz natural permitiu-me não utilizar flash, o que deixa as fotografias com outra magia.

É estranho saber que o Salvador tinha acabado de sair do trabalho que, imagino, nada tem a ver com música. Os artistas (todas as figuras públicas, em geral) são pessoas de carne e osso, com mais ou menos noção disso, que trabalham para sobreviver, além daquilo que fazem para viver com gosto. Estar a tirar fotografias a alguém tão normal, a beber café, a gesticular, a sorrir envergonhado, a conversar com o Franco, que tal como eu, ainda nem o 1º ano da licenciatura acabou, e lembrar-me que é um membro dos You Can't Win, Charlie Brown, que desde 2011 nos dão boa música, é simplesmente BOOM! Vou deixar-vos com I've been lost, que não é a minha música preferida, mas acho que o vídeo foi gravado no Jardim da Estrela. Quando o artigo do Franco for publicado, vou adicioná-lo ao Raquel in EF: The Best, para poderem ver as fotografias que tirei, se bem que antes disso talvez vos deixe uma surpresa por aqui.

 

 

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Perigo na estrada

escrito por raquel, em 02.04.14

Não, ainda não tenho a carta, nem a comecei a tirar, para dizer a verdade. Mas no último fim de semana em que estive no paraíso algarvio tive o prazer de conduzir o carro da minha amiga Marta. Conduzir, como quem diz, foi mais uma tentativa frustrada. Primeiro, porque depois de um copo de vodka cola e outro de sangria, mesmo que da rasca, só me deixaram pôr a primeira, e passaram mais de meia hora a explicar-me a mesma merda: como pôr a primeira, como não acelerar, como não tirar o pé da embraiagem, como travar, como seguir todas as instruções que me dessem. Houve quem quisesse sair do carro, mas depois confiaram em mim e decidiram apenas usar os cintos de segurança, como manda a boa condução.

Juro que, para primeira vez, conduzi que nem um anjo. Pus a primeira como deve ser, não acelerei demasiado, andei a direito, mas a verdadeira prova foi quando a Marta me disse, muito séria, "Agora vais travar, está bem? Com calma. Pé a fundo na embraiagem, se não o carro vai abaixo". Eu, toda orgulhosa, lá tiro o pé do acelerador e coloco-o no travão e pumba catrapumba o carro dá um solavanco e pára. "Não foi abaixo, pois não?" e as três passageiras a rirem-se. Ora, claro que foi abaixo, porque a gente não pôs o banco à minha medida e eu não consegui ir a fundo na embraiagem. Eu até acho que me portei bem, no final de contas, apesar do pequeno incidente final. Segui todas as instruções e não parti nada, o que é que elas queriam mais? No primeiro fim de semana da Páscoa vou convencê-las a irmos outra vez para o descampado para eu pôr a segunda. Há que treinar, porque se não aprender a travar vou mesmo ser um perigo na estrada.

Por falar em carros e em estradas, a vingança delas foi enfiarem-me no porta-bagagens com um amigo nosso, porque erámos tantos, que lotámos os lugares dos dois carros (isto é uma tristeza, um grupo tão grande e só dois é que conduzem). Mas em dia de festa, com a Maria a fazer 19 anos e o gémeo em Bruxelas a ser mais velho pela primeira vez, ninguém levou a mal. E é isto que se faz por estes lados, quando se foge da capital para um pouco mais de calma e acabamos por ser enganados pelos nossos queridos amigos.

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Raquel Dias da Silva in Espalha-Factos

escrito por raquel, em 29.03.14

Esta publicação estará sempre em atualização e disponível a partir do botão Raquel in EF: The Best. Consiste numa seleção cronológica daqueles que considero os melhores artigos que escrevi para o Espalha-Factos. A partir do 2º artigo só têm de carregar na imagem. Espero que gostem e que vão deixando feedback.

 

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