– Então, diga lá, vai candidatar-se às eleições deste ano? Perguntou o General Faísca, enquanto cortava lentamente o rosbife. – Ou tem receio que a oposição nos derrote? Teresa levantou o olhar do prato. A oposição sair vencedora, como é que era possível se a repressão era constante, não tinha ouvido falar numa maior abertura política, seria ainda segredo, estaria para ser divulgado? Não me parece que isso aconteça, o senhor duvida que o povo está connosco, a sua maioria pelo menos, que bandidagem a há em toda a parte. Disse o pai, reprovando aquela última especulação. Não se trata de duvidar, intrometeu-se Miguel, às vezes só a fé não chega e olhe que o povo tem-se sentido subestimado. E o menino, o que é que sabe de política, Sei o pouco que me ensinaram, que a vontade dos homens é difícil de controlar, não concorda? Ninguém respondeu a princípio, um silêncio pesado. Depois, o Villaverde encheu o peito e deu a sentença: – Concordo, só não se esqueça que não há maior vontade que a do nosso Primeiro-Ministro.
» excerto de um livro da minha autoria - título temporário: 'villaverde'
Quem me tem acompanhado nesta aventura que é ser escritora (quem me dera...) na blogosfera sabe que não há nada que mais deseje do que acabar o secundário, não só porque o secundário só é a melhor altura das nossas vidas nos filmes, mas também porque quero muito ir estudar para Lisboa. No outro dia, estava no tumblr ou no lookbook e os meus pais chegaram a casa e chamaram-me com um berro, muito entusiasmados. Tinham uma prenda para mim. Bem, ao princípio pensei que estivessem a gozar, só depois de insistir é que me levantei e desci as escadas a tentar imaginar o que puderia ser, pensei em livros, em roupas, não pensei de certeza naquilo que realmente era. A minha primeira reacção foi de desilusão. Quer dizer, a prenda era uma mala de viagem, como se me estivessem a pôr fora de casa. Nem disse nada, olhei para a mala, deixei que a minha mãe a abrisse e se gabasse dela, e subi de volta para o quarto. Quando falei disto às minhas amigas, elas responderam-me que só tinha razões para ficar contente, que deveria olhar para a mala como um reforço. Depois disso fiquei mais contente, afinal de contas, a mala de viagem significa a aproximação de um novo ciclo, algo que tem sido um desejo constante nos últimos três anos. Mas não deixo de ter um sentimento desconfortável em relação a este presente peculiar. Talvez porque trás a pressão das expectativas. Ainda tenho alguns testes e dois trabalhos para fazer e depois terei que sobreviver aos exames. Tenho medo que os meus planos não corram como planeado, tal como acredito que todos os meus colegas sentem. A mala só acentuou mais esse medo - se não correr tudo bem, se não entrar onde quero? Este último mês vai ser complicado, não sei bem como me hei-de organizar, mas é a reta final e, se tenciono honrar o presente que os meus pais me deram, tenho de dar tudo o que tiver. Espero que seja o suficiente.

Autor:John Green

Título Original: The Fault in Our Stars
Editora: ASA
Páginas: 256
Sinopse:
"Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado."

Argumento: Juan Díaz Canales
Desenho e cor: Juanjo Guarnido
Título Original: Blacksad - Arctic Nation
Editora: Asa
Páginas: 56
Sinopse:
"Pelos vistos, a minha cara não agradava à gentalha deste bairro... Apesar disso, tencionava continuar a passeá-la por ali. Pelo menos, até encontrar a miúda..."